Quarta, 22 de Novembro de 2017
1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 Rating 3.58 (6 Votes)

Em setembro de 1939 os alemães invadiram a Polônia. Era o início da II Guerra Mundial. Em 20 de janeiro de 1941, foi criado o Ministério da Aeronáutica. O Brasil declarou guerra à Alemanha e Itália no dia 26 de agosto de 1942. O 1º Grupo de Caça nasceu a 18 de dezembro de 1943 e começou a crescer quando foi nomeado seu primeiro comandante, o então Major Aviador Nero Moura.

Não foi fácil esse crescimento. É bom relembrar que em dezembro de 1943, a Aviação Naval e Militar ainda não estavam fundidas de fato; havia em jogo uma política pequena que, aos poucos, foi sendo superada graças à intervenção direta de oficiais jovens, cujo interesse principal era o de fortalecer a Força Aérea Brasileira.

Nero Moura, Faria Lima e alguns poucos a quem coube a responsabilidade de organizar o Ministério da Aeronáutica, foram os pioneiros dessa batalha. Venceram em virtude da eficiência da equipe responsável e da compreensão da grande maioria dos Aviadores da Marinha e do Exército. Estes colocaram os interesses particulares em segundo plano unindo-se para a criação de um Ministério forte, que pudesse se ombrear aos tradicionais da Marinha e Exército, já existentes. Isto foi conseguido

Antes da designação de Nero Moura para comandante, disputou com ele, a honra da comissão seu companheiro, colega de turma e amigo, José Vicente Faria Lima. Salgado Filho, primeiro Ministro do recém-criado Ministério, teve grande dificuldade em realizar a escolha. Ele era civil e qualquer posição havia que ser bem pesada.

Escolhido Nero Moura, Faria Lima simbolicamente incorporou-se ao Grupo. Como Oficial de Gabinete do Ministro excedeu-se em zelo e trabalho para que nada faltasse à Unidade. Ajudou o companheiro durante o planejamento em todas as etapas: no início, antes da partida de Nero Moura para Orlando, e depois operando na retaguarda, nos estágios de treinamento no Panamá e Estados Unidos e, finalmente, na fase em que o Grupo se engajou no Combate. A qualquer solicitação do Comandante ao Ministério, Faria Lima usava toda a força que tinha junto a Salgado Filho para atendê-lo. Daí a afirmação de que ele se incorporou, simbolicamente ao 1º Grupo de Aviação de Caça.

Investido o Major Nero Moura da função de Comandante do 1º Grupo de Caça, tratou imediatamente de cuidar da Unidade, procurando, dentro dos meios disponíveis na época, que ela crescesse unida, forte e sadia. O primeiro passo dado foi o de recrutar o pessoal que iria formá-lo. Optou pelo critério do voluntariado nas fileiras da FAB. Pilotos e especialistas em todas as categorias, atenderam ao chamado da Pátria. Entre eles, escolheu os seus homens-chave, 16 oficiais e 16 sargentos. Como segunda providência, deu a eles a atribuição e a responsabilidade da seleção dos auxiliares; aos Comandantes de Esquadrilha, a escolha de seus pilotos e, aos outros homens-chave designados para as chefias de manutenção, suprimento, armamento, comunicação, inteligência e serviço médico, a de seus comandados diretos. Assim, o Grupo foi tomando corpo.